sábado, 24 de março de 2007

Please, do NOT disturb

Ou em bom português "oh fáxavor, não me chateiem" porque vou passar os próximos dias a actualizar-me no que diz respeito às minhas séries do momento: Lost, O.C (último episódio snif snif), L Word, Brothers and Sisters e Anatomia de Grey. E como se isto fosse pouco (e acreditem, não é!) ainda tive direito a receber uns albunzinhos de Arcade Fire, Klaxons, Long Winters, Air e Kaiser Chiefs. Ah e claro, não me posso esquecer dos extras, ou seja, os vídeos e as entrevistas.

E de onde veio este MIMO, de onde foi? Claro que só podia ser da M.! Obrigada (L) (L) (L)


Terrinhas e Criancinhas

A Câmara Municipal aqui da santa terrinha é uma mãos largas no que toca à Cultura e à Educação. Ele é peças de teatro, ele é ciclos de cinema, ele é concertos, é tudo "de" grátis. Ora, eu acho mal! Se as pessoas tivessem que desembolsar, por exemplo, um mísero eurito, não teria de assistir a cenas rídiculas como assisti hoje (e assisto quase sempre). Fui ver uma peça de teatro que se chamava "Os Lusíadas em 45 minutos", do grupo de teatro "Os Guizos" e qual não é o meu espanto quando encontro a sala cheia de criancinhas aos berros. Atenção, bébés (!!!) e miúdos de 2 e 3 anos! As pessoas vão para o teatro como se fossem para o café e mesmo depois da peça começar, não se calam. Claro que os miúdos ajudam à festa, os mais pequenos porque riem como histéricos só por ouvir alguém a rir e não param de fazer macacadas por um segundo, os mais velhos porque mandam bocas, falam, riem, levantam-se...A sério, eu juro que não percebo se sou eu que estou a ficar demasiado embirrante ou se uma peça intitulada "Os Lusíadas em 45 minutos" não é o local mais indicado para a população do jardim de infância...

sexta-feira, 23 de março de 2007

quinta-feira, 22 de março de 2007

...

Afinal, depois da Primavera vem o Inverno. Sempre tive a mentalidade portuguesinha que ninguém oferece nada a ninguém, que se juntar 45678234 códigos de barras de farinha maizena o máximo que posso ganhar é calos nos dedos e mais nada. Só que desta vez era diferente. O que estava em causa não era um carro qualquer com uma cor foleira, não era um trem de cozinha banhado a ouro, não...Desta vez foram direitinhos ao ponto fraco da Pilipa, desta vez era só a realização de um sonho, era SÓ New York...
E agora vocês perguntam: "Por que razão não vais a NY, Pilipa? E eu respondo: " Porque não enviei um envelope com um selo pré-pago."
Quase que chega a ter piada.

quarta-feira, 21 de março de 2007

It's Springtime!

Praia da Galé, ontem à tarde



Diz que na Primavera os animaizinhos saiem do buraco, borrifam-se para a hibernação e ficam com as hormonas aos saltos. Ora eu, que na verdade não sou mais que um animal (presumo que uma preguiça ou até mesmo uma porca), resolvi fazer o mesmo que os meus camaradas e sair do buraco. Assim sendo, cá estou eu de voltas às lides blogueiras. Apesar de achar que não havia nada de interessante que mercesse ser postado aqui, o principal motivo pelo qual estive tanto tempo caladinha foi a falta de paciência, o desinteresse e a desmotivação pela blogosfera em particular e por tudo em geral. Sim, porque vistas bem as coisas até havia muita coisa que merecia um post aqui no chocolate...Por exemplo:
- O nascimento do T., o primo mais fofo de sempre;
- A aquisição de mais uma cicatriz para a minha colecção;
- As conversas surreais que as velhotas teimam a ter comigo nas salas de espera;
- A visita surpresa da M. ;
- O meu "novo" emprego;
- O concerto de Yann Tiersen;
- As injecções de McDreamy, de McSteamy;
- O festival de copofonia aos fins-de-semana;
- As saudades gigantes da D.;

Enfim, tanta coisa...Vou ter que me portar melhor daqui para a frente. :)
Mas agora, se me dão licença, vou lá para fora aproveitar o sol e gozar os meus últimos dias de férias. Antes de ir, e como é Dia Mundial da Poesia, deixo-vos com um dos meus poemas preferidos...



Mad Girl's Love Song
I shut my eyes and all the world drops dead;

I lift my lids and all is born again.

(I think I made you up inside my head.)


The stars go waltzing out in blue and red,

And arbitrary blackness gallops in:

I shut my eyes and all the world drops dead.


I dreamed that you bewitched me into bed

And sung me moon-struck, kissed me quite insane.

(I think I made you up inside my head.)


God topples from the sky, hell's fires fade:

Exit seraphim and Satan's men:

I shut my eyes and all the world drops dead.


I fancied you'd return the way you said,

But I grow old and I forget your name.

(I think I made you up inside my head.)


I should have loved a thunderbird instead;

At least when spring comes they roar back again.

I shut my eyes and all the world drops dead.

(I think I made you up inside my head.)


Sylvia Plath

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

And so it was...

Memory is a wonderful thing if you don't have to deal with the past*
Há dois anos atrás, houve uma pessoa que me falou no Damien Rice e disse que eu iria gostar. Na altura não levei muito a sério a conversa porque vinha de alguém com gostos musicais muito diferentes dos meus e pensei que fosse algum tipo de música da "morte" (denominação atribuída por mim ao metal e suas derivações).

Quando vi o Closer fiquei obcecada pelo Blower's Daughter, sem perceber logo quem era o intérprete. Lembro-me de ter acordado a meio da noite com a música na cabeça e de não conseguir dormir (e acreditem, eu não conseguir dormir, não é NADA normal). Passados alguns dias, estava com essa pessoa e a música começou a dar na rádio. Eu ia dizer que era a música do filme, quando ele me diz: é Damien Rice...

A partir desse momento passou a ser impossível não associar esta música (e depois todas as outras) a essa pessoa. É aquele tipo de coisas a que os casais normalmente se referem como sendo a "nossa" música, com a ligeira diferença que nunca foi nossa, porque nunca houve um "nós" e porque nunca fomos um casal.

Mesmo já tendo o cd gravado, quando fui a Londres com a D. fiz questão de comprar o original. Na altura estávamos de relações cortadas mas não foi por isso que não me lembrei dele em todo o lado, sabendo o quanto ele ia adorar estar lá. Assim, comprar aquele cd, naquele sítio com todo o simbolismo que isso acarretava, fazia todo o sentido.

Meses mais tarde, voltámos a falar. Amigos como sempre, ele na boa e eu nem tanto, falávamos, falávamos, falávamos, falávamos... Eu estava numa fase de stress total, estava a acabar o curso e tinha o relatório final de estágio para entregar. Aquela reaproximação e aquele trabalho todo estavam a consumir-me. Quando tentei recorrer ao Damien percebi que o cd não estava na caixa. Procurei em todo o lado e nada. Devo tê-lo perdido algures entre a mudança de carro ou de casa. Fartei-me de chorar, perder aquele cd, naquela altura, foi como se o mundo tivesse desabado. Podia ter comprado outro mas não era a mesma coisa. Desde então que evito ao máximo ouvir Damien Rice até que há meia dúzia de dias atrás tropecei nisto...

Coincidência das coincidências, descubro o novo álbum numa altura em que todas as tentativas, ilusões e esperanças em relação a essa pessoa caíram por terra. O fim não se deu agora, o problema é que a quente não quis lidar com isso, tentei ignorar o assunto e fingir que não tinha importância. Claro que tinha...tinha toda a importância do mundo. Recusei-me a chorar, a fazer fita, a ficar deprimida, a fazer o "luto" da praxe para depois cair-me tudo em cima agora...

Por isso, vou comprar o 9, vou recordar os momentos bons, os maus, vou ficar com a neura sem motivo aparente, vou comer os chocolates e doces que me apetecer (é cliché? Couldn't care less), vou chorar o que for preciso, vou limpar a alma e vou começar o "meu" 2007. Eu sei que não é isto que vai mudar o que sinto, nem que o vai apagar da minha vida (nem quero) mas pelo menos vou arrumar as coisas nos sítios certos e aprender a lidar com elas da forma como realmente são.


* do filme Before Sunset